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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Professores Participam do Dia Nacional de Paralização

Por todo o Brasil, várias categorias de trabalhadores do setor público e privado participaram do Dia Nacional de Paralisação, ocorrido sexta passada, dia 30 de agosto. Os professores da Escola Franklin Távora também aderiram ao movimento e vários deles se fizeram presentes na manifestação em Fortaleza, convocada pelo Sindicato APEOC.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Dirigentes do Sindicato APEOC Participam de Encontro com Professores


No último sábado, representantes da Apeoc, sindicato dos trabalhadores na educação das escolas estaduais, participaram de um debate com os professores da Escola Franklin Távora.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PROFESSORES DAS ESCOLAS ESTUDAIS SUSPENDEM GREVE POR 30 DIAS

Na tarde da sexta-feira passada, a Assembleia Geral de Professores das escolas estudais votou pela suspensão da greve por de 30 dias. A decisão ocorreu após três reuniões com o Governo em que foram estabelecidos alguns pontos para a aplicação da Lei do Piso dos Professores e a implantação de um novo Plano de Cargos e Carreiras. A principal reivindicação dos professores é que o novo plano garanta melhorias para todos os professores, incluindo aqueles com especialização, mestrado e doutorado. A proposta inicial de Cid Gomes beneficiava apenas os professores em início de carreira e prejudicava a carreira dos professores; tanto que a proposta apresentada por ele foi chamada de "tabela maldita".
A Assembleia foi realizada no Ginásio Paulo Sarasate (em Fortaleza) e ocorreu em clima de grande tensão. Após o covarde espancamento de professores na Assembleia Legislativa dia 30 de setembro, a revolta dos professores e da sociedade contra o Governo foi enorme. Muitos professores se recusaram a suspender a greve sem garantias de um bom Plano. Outros defenderam que por causa da ilegalidade da greve, decretada pela justiça, das ameaças do governo e do cansaço dos grevistas, era preciso "dar um tempo" para negociar. 
A votação foi realizada com os professores levantando seus crachás. Foi impossível ter certeza sobre quem havia ganhado, se a suspensão ou a continuidade da greve. Apesar disso, o comando da Assembleia se recusou a contar os votos e declarou vitoriosa a suspensão. A confusão que se seguiu foi enorme.
Prof. Ruy Gondim
10 de outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Do lamentável estado da educação pública no Ceará

Desde a mais tenra idade sempre ouvi falar que as pessoas que escolhem trabalhar com a educação de crianças e jovens são dotadas de uma vocação especial, algo similar ao que é dito sobre os homens que renunciam a uma série de prazeres materiais para abraçar o sacerdócio católico. A meu ver, por trás desse discurso meigo está escondida uma ideologia lamentável: para alguns, quem trabalha na educação pública, área historicamente desprezada em nosso País, merece um salário ínfimo, afinal, é uma pessoa vocacionada, quase mártir, que certamente terá um lugar reservado no paraíso depois de uma vida de sofrimentos e incompreensão não apenas por parte do poder público, como também pela sociedade de modo geral.
Em meio à constante desvalorização da docência pública do Brasil e, em especial, a do Estado do Ceará, professores articulam greves para alertar os governantes e a sociedade civil sobre as dificuldades vividas cotidianamente dentro e fora das salas de aula, sendo a mais grave delas a questão salarial. Por conta de uma extrema má vontade, o governador cearense Cid Gomes continua se recusando a pagar corretamente o piso salarial dos professores da rede pública estadual, além de não querer tentar qualquer acordo com tal categoria, pois, segundo ele, “Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado”.
Após essa declaração desastrada vinda de um homem que supostamente deveria governar para o povo, não pude deixar de sentir indignação, revolta e um certo sentimento de impotência, já que tanto a imprensa quanto a maioria esmagadora da Assembleia Legislativa de meu Estado dificilmente contestarão a visão torta do governador. Para eles, detentores do poder nas mais diversas esferas da sociedade cearense, é muito mais interessante voltar os holofotes para as belezas naturais desta terra, enaltecendo as possibilidades de lucro com o turismo (que só serão sentidas em seus bolsos), do que centrar esforços para melhorar a educação básica e dar melhores oportunidades às milhares de crianças pobres que jamais frequentarão uma escola privada. Afinal, quem vai querer uma massa de gente esperta e crítica para derrubar os poderosos?
Sei que o descaso com a educação pública não começou na administração de Cid Gomes nem é exclusividade do meu Estado. O Brasil inteiro padece desse problema. Em 2010, comemoramos a derrocada do tucano Tasso Jereissati, cujo mandato prejudicou bastante a educação cearense. Hoje vemos que tal derrota foi apenas simbólica, pois Cid Gomes, que hoje pertence a um partido dito “socialista”, está apenas reproduzindo os mesmos discursos e práticas de seu antigo preceptor, mesmo dizendo que os vínculos políticos entre eles estão rompidos.
Como é possível ter esperança em um futuro melhor para o nosso Ceará com uma liderança de visão torta como Cid Gomes? É terrível pensar que, com a força que ele tem, poderá eleger um sucessor com grande facilidade. E quem sabe até dizendo que seu governo “beneficiou” a educação pública, mostrando, na propaganda eleitoral, escolas fabricadas no photoshop e atores sorridentes fingindo ser professores.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DA GREVE E RETORNO ÀS AULAS

CARTA ABERTA DOS PROFESSORES DA ESCOLA FRANKLIN TÁVORA À COMUNIDADE DE ITAPIÚNA

Nós, professores da Escola Franklin Távora, após reunião segunda-feira passada decidimos SUSPENDER TEMPORARIAMENTE nossa GREVE, iniciada há quase 30 dias. As aulas foram reiniciadas quinta-feira, dia 08 de setembro.
TRAIÇOEIRAMENTE, o governador Cid Gomes, enquanto dizia fazer acordo, lançou a JUSTIÇA contra nós e a mesma decretou nossa greve ilegal, colocando em risco os professores com contrato temporário. Segundo o Governador, os professores não haviam avisado à comunidade sobre a paralização e os alunos estariam passando necessidade por falta da merenda escola, como se não comessem em casa e estivessem passando fome. TUDO MENTIRA! Enquanto isso, muitas escolas decidiram pela suspenção da greve até que o Sindicato consiga derrubar a decisão da Justiça. Todavia, em muitos locais a greve continua.
Durante a paralisação ouvimos muitos desaforos do Governador, que chegou a dizer que “quem dá aula faz isso por amor, e não pelo salário” e “se quiser ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado”. Mas a pior de todas foi esta: “por mim nem carreira existia para professor”! A gente fica se perguntando: é assim que ele pretende valorizar a educação pública, como tanto falou na campanha eleitoral?
Nosso movimento garantiu algumas vitórias. Conseguimos barrar o Plano pirata de Cid que iria destruir a carreira de professor e construímos um movimento jamais visto nas escolas do Ceará: no interior, mais de 80% das escolas pararam e em Fortaleza esse número passou de 90%!!! Realizamos manifestações com mais de 5 pessoas, com total apoio da sociedade. Somos eternamente gratos pela solidariedade de pais e alunos.
A greve não acabou, apenas está SUSPENSA. E não acabou porque ainda não alcançamos nosso objetivo principal. Se Cid Gomes não garantir nossos direitos, seremos obrigados novamente a parar e seguir lutando pela dignidade de nossa profissão. Que fique bem claro: o que está em jogo não são alguns dias de paralisação na luta por direitos, mas toda a carreira de professor no estado do Ceará, que poderá ficar totalmente desvalorizada e desacreditada.

Se a educação parou, a culpa é do Governador!
Itapiúna-CE, segunda-feira, 05 de setembro de 2011

Alguns registros de nossa luta:

 
Prof. Ruy Gondim, 12 de setembro de 2011